segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dias, talvez muito mais do que isso.

Sei que não costumo falar sobre os meus dias, pelo menos não o faço diretamente. Acredito que seja tão desprezível contar sua rotina, quando você pode escrever sobre tudo, sem nenhuma restrição. Todavia, hoje contarei um pouco - só um pouco - destes meus últimos dias. Com toda a certeza, mostrarei a magia deles e é aí que vou me aprofundar, como de costume.
Fui ao Solo Sagrado. Tem este nome pois foi feito com o objetivo de trazer o paraíso para a Terra. E eu posso afirmar que trouxe. É um oásis. É a perfeição. Ao entrar no imenso espaço tingido das cores mais belas através de flores, passáros e árvores, te percorre um calafrio. Pelo menos à mim, percorreu. E este calafrio se estendeu até o ultimo minuto em que eu me encontrava lá. Seu ar, seu chão, sua represa - todo o clima se acabou com a palavra represa, mesmo porque, não a considero uma palavra pomposa e profunda, trocarei-a então por: água -, sua água. É tudo místico, espiritual. Não sou católica, nem meticista (será assim que eles são chamados? enfim), nem espíta. Sou um pouco de tudo e um pouco de nada. Acredito em uma força que se econtra na alma de cada um que a Terra habita. Acredito nesta força sobrenatural. E lá sim eu a encontrei. Estava tão perto e tão dentro de mim ao mesmo tempo. Estava tão pura, tão divina.
Toda esta divindade me acompanhou no caminho de volta. Aliás, não estávamos voltando. Estávamos indo. Íamos à um orfanato. A estrada estava perfeita. Até o momento em que começou a chover. Toda a perfeição se foi e acredito que só poderia ser encontrada novamente se a chuvarada toda que caiu estivesse sendo vista por mim diante da minha casa, da minha cama. Seguimos o caminho bravamente. A chuva se foi, e como todo fim é um novo começo, outro elemento da natureza veio nos visitar. Um arco-íris se estendia ao céu, muito perto de nós no momento - mesmo porque, estávamos em um local bem próximo ao final de tudo, também conhecido como lugar distante de Parelheiros. Decidimos até acreditar que estávamos passando por baixo dele e quando paro para pensar, vejo nisso uma verdade.
Chegamos no orfanato. Conhecemos as crianças mais puras, mais belas que já vi. Ali também estava aquela força sobrenatural. A força estava dentro de seus olhos, dentro de suas almas. Era possível enxergar todo o agradecimento que elas tinham para nos dar. Estavamos visitando-as e doando roupas para elas. A parte da doação, não lhes chamou tanta atenção. Penso que elas estavam agradecidas por estarmos interessadas em suas vidas e suas história. Em suas emoções. Em seus progressos. E eu sei que elas progrediram muito.
Este orfanato que visitei é uma ONG auto sustentável. É lindo o trabalho deles. Vou até fazer um projeto com algumas pessoas para irmos levar à eles a arte que mora dentro da gente. Tudo isso me tocou o coração e espero que também tenha tocado o seu.

Caso alguém esteja interessado, a ONG que visitei é: http://www.larnossasenhoraaparecida.com.br/

11 comentários:

P. disse...

Nossa, to me sentindo mais desprovida de coração do que você já dizia que eu era. Achei esse Solo Sagrado um cú quando fui lá HEHE não tem nada pra fazer mano. e eu adoro chuvas. e a parte do arco-íris foi fofa (R). e a das criancinhas meigas. he.

Ato Falho disse...

valeu o comentário... ;)

Bárbara Fróis disse...

Nossa como é bom saber que nesse mundo ainda tem gente que se preocupa com os outros. Muiito lindo o seu texto.
Bejos

Felipe disse...

nossa ca mto bom o txt de novo!!
td txt q leio, me imagino dentro da historia digamos assim, e qndo termino da um sensacao de precisa refletir agora e um sensacao de que droga acabou!
vc nm eh tao ma qnto falei ontem, neh?!?! :P
ahahahahaha
bjos
te amo

P. disse...

pois é, adoro mortes. q

Marcela disse...

Meo!Fiquei com vontade de ir nesse lugar!
Adorei teu texto, é bom saber que existe gente que faz coisas pelos outros, porque falar é facil, dificil é agir!
beijos!

Isa disse...

Que lindo! Pena que hoje em dia esse mundo da gente dificulta qualquer melhora que queiramos fazer.

Minha ex trupe de teatro fazia apresentações de esquetes e pequenos improvisos em favelas e lares de baixa renda, e adivinha se alguém quis patrocinar isso por muito tempo?

Quem salva o mundo de verdade são essas pessoas que nem você que vão por conta própria sem se importar se essa pequena ação vai ser a solução pra tudo.

Você tá MUITO de parabéns, viu?

Abraços =)

Thaís A :) disse...

Que lindo Cá, nunca ouvi falar desse solo sagrado :x
Ah, e é muito lindo, aliás, prazeroso, em ver aquelas criaças com o brilho nos olhos em nos ver :) Acgho que vou fazer trabalho voluntário esse ano, AE!

Beijocas idêntica ♥

Milena Shoji. disse...

voce deveria contar mais os seus dias :)
onde fica esse Solo Sagrado? gostei da sua descrição ! parece algo beeeeem interessante.
ah, eu acho muito legal voce ter ido à esse orfanato. aqui na cidade onde eu moro tambem tem vários orfanatos, e eu já fui visitar alguns. também já fui visitar uma instituição que abriga meninas e mulheres grávidas, que nao tem condição de cuidar de seus bebês. foi muito legal !
meu próximo passo é ir ao asilo da minha cidade. nao que seja o único, mas é o que tem menos recursos, e de algum modo, eu poderia levar um pouco de alegria pra lá :)

beijos.

Izzie disse...

Oie.. nossa, eu senti um pouco dessa magia chegando ate mim atraves de suas palavras ;)
Bom saber que na terra ainda existe um paraiso.. e que ainda existem pessoas de coração tao puro.. como essas crianças..
parabens! =)

Pedro disse...

É, é de coisas assim que nosso modesto e sipático precisa. Se cada um tivesse um pouquinho dessa sensibilidade, certamente ele seria um lugar melhor.

Bjo