domingo, 11 de janeiro de 2009

Eu vou pro céu de bicicleta !

Ou para o inferno. Quem liga? Se for de bicicleta eu vou.

Eu sei que isso tudo pareceu um tanto quanto malígno, pois a partir do momento em que você vai para o inferno a bicicleta perde um pouco da sua graça. Mas não para mim. Para mim a bicicleta é a maior fonte de liberdade. Ontem fui para um parque e lá sim eu encontrei a felicidade no seu ponto mais explícito. Os cabelos aos ventos, as pessoas passando sem ninguém poder te impedir, o tempo não tem sentido e a hora já nem importa mais. Não importa a velocidade em que você está e nem ao menos com quem está - apesar da companhia ter sido tão boa que nem consigo descrevê-la (qualquer dia conto para vocês quem é) - mesmo porque, quando você está sobre a bicicleta não existe mais ninguém. Só você e ela.
Não sei se sou sonhadora demais, mas há coisas que valorizo muito e que são pequenas. Todavia, encontro magia nestas coisas, nestes momentos. Não posso nem dizer que é o amor que me faz sentir deste jeito por certas atividades. Aliás, pensando bem, talvez seja o amor...
Um amor que há dentro de mim, que só sabe me amar e ser amada. Tudo isso ficou meio confuso, mas é exatamente o que sinto. E como estamos nos tratando dos sentimentos de uma pessoa que poderia até mesmo ser chamada de poço da confusão, tudo isso é tolerável.
Eu vejo amor em tudo e ao mesmo tempo em nada. Vejo amor nos olhos cintilantes - por conta das lágrimas - das crianças que vêem seus pais chegarem no aeroporto de uma longa viagem, ou dos namorados que estavam separados há meses e que enfim se encontram no reduto do amor que são os aeroportos. Nestes momentos, o amor é tudo e o amor está em todo lugar.
Por outro lado, quando vejo a situação das crianças também de olhos cintilantes mas que se encontram num continente asiatico reconhecido como Afeganistão, crianças que não tem nada, nem pais, nem país. Crianças que podem nunca ter nem conhecido o amor. Crianças que só vêem o ódio por toda a parte. Quando olho adentro de seus olhos - óbviamente só conhecidos por meio de livros, de jornais e principalmente (engraçado dizer isso, mas acontece) da minha imaginação - não vejo nada mais do que solidão e ódio. Nestas horas não existe amor, só existe a dor.
O pior de tudo, é que aparentemente não há muita forma de eu ajudar estas crianças órfãs, carentes e abatidas por conta de dores que a vida deu-lhes sem nem apresentar uma razão concreta. Todavia, eu talvez tenha descoberto uma forma de ajudá-las. E vou mostrar para vocês no próximo post, é.
Enquanto não mostro esta solução e nem a pratico, eu volto para o meu mundo mágico e tento expandí-lo e apresentá-lo para a maioria das pessoas que consigo. de forma que encontrem assim a felicidade e a liberdade. Agora, com licença, pois eu vou dar uma volta de bicicleta pela vida ...

5 comentários:

Bárbara Fróis disse...

Nossa eu adoreii seu texto. Queria eu sentir isso quando ao andar de bicicleta. Mas acontece que eu MORRO de medo, de andar de bicicleta (sei andar mas tenho medo). Hahahahahaha
Pensei que só eu passava por aquele problema, mas agora to vendo que tem muitas pessoas que passam pelas mesmas coisas que eu! Obrigada, sempre que precisar estarei por aqui também! Bejos e volte sempre viu. ;P

Thaís A :) disse...

Eu gatinha no parque, estreiando minha BIKE nova e com os cabelos ao vento :D
HAHAHA, que lindo Cah. O amor é essencial para a vida, por isso que eu amo você *--*

Yaas disse...

Adorei.
Realmente, tem pequenos momentos que são simplesmente a base da vida. São essas pequenas coisas que deixam-a mais leve e bonita (:
pena que nem todo mundo pode ou consegue aproveita-las :/
beeeijos :*

Lilica disse...

Você está em SP? Entao, o James Blunt vai fazer show no Via Funchal! Entra no site www.viafunchal.com.br! Depois volto pra ler o blog melhor ok! Beijos

Caroline Ribeiro disse...

Acredita que eu desapredi a andar de bicicleta? suhuhsuhsuhsuh